Análise ‘Assassins Creed: Origins’ Um mundo aberto, cheio de possibilidades

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Categoria: Games, PC, PS4, Review, XBOX ONE

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Assassins Creed ficou em um hiato de um ano para a Ubisoft lançar o mais novo intitulado Origins, nesta nova aventura, vemos a irmandade dos assassinos nascer, confira abaixo todas nossas impressões.

A Ubisoft manteve todos os títulos lançados anualmente, isso diluiu um pouco da rica trama que leva um pano de fundo, alguma data importante em nossa história, após alguns tropeços, a empresa resolveu trabalhar bastante neste novo mundo e nos apresentar toda formação da ordem dos assassinos, a mesma equipe do ótimo Assassins Creed Black Flag ficou responsável em contar a história de Bayek, nosso personagem principal, ele é um Medjay, esse título funciona como um guardião no Egito, responsável por segurança das pessoas e também das crenças da época, o game se passa quando os Gregos e Romanos já estavam no Egito e temos a aparição de figuras importantes como César e também Cleópatra, fiquem tranquilos que vamos evitar spoilers do jogo durante o texto, apenas com fatos históricos já ocorridos.

Um Medjay nesta parte da história antiga era bastante complicado, pela implementação da cultura grega no Egito e pelas mudanças políticas e também pelas crenças, o jogo retrata muito bem essa mistura que era em 40 a.C. Vale lembrar que o game é uma história de fictícia com alguns personagens importantes fazendo participação durante a trama.

Mecânica

Outro ponto que os jogos da série Assassins Creed sempre trazem de interessante é o modo história, em Origins, temos o nascimento dos assassinos contra a Ordem, mas temos problemas cotidianos, você com o papel de Medjay, tem que ajudar o povo do Egito e de algumas cidades próximas, como por exemplo, Alexandria, que foi a capital do reinado de César, nesta época do game, pudemos vislumbrar uma das sete maravilhas do mundo que não está mais entre nós, o Farol de Alexandria, era uma das principais construções feita pelo homem naquele tempo, temos também a presença da Biblioteca de Alexandria, que foi uma das maiores do mundo há muito tempo. Outro monumento que não podemos deixar de citar e que está presente no game, são as pirâmides, notamos que ela tem um bico e com todo seu revestimento, mas elas não foram criadas na época que se passa o game, elas já estavam por lá há 2 mil anos, os Faraós apenas faziam a guarda e restauração quando necessário. Esta foi uma época muito rica para quem é fã de história, Assassins Creed Orgins, toma bastante dessa fonte, mesmo nas telas de loading, temos a oportunidade de ler alguma curiosidade da época e aumentar ainda mais o conhecimento do pano de fundo que dá como principal tema do game.

O mundo é bem extenso, com diversas cidades, cada uma com sua caraterística, como exemplo Alexandria com seus monumentos Gregos e a cidade de Menphis, que naquela época era uma cidade bastante importante, retratada de uma forma muito bela e única do povo egípcio, viajar entre as cidades é uma experiência única, mesmo com alguns deslizes em relação à história que se passa o game, temos que concordar que Origins é uma obra de ficção, como falei acima.

O mundo aberto é cheio de oportunidades, tanto para adquirir novos equipamentos, quanto para aumentar suas habilidades, os controles estão mapeados da melhor forma possível e também mais responsivos, a experiência é muito boa em desbravar o Egito e Bayek foi muito bem representado, você realmente acredita que ele está aprofundado nas crenças antigas e que aquele mundo, estava mudando de uma forma rápida demais para ele.

O intuito de Bayek é ajudar o Faraó, e também manter a segurança das pessoas, vemos os protagonistas resolvendo casos de assassinato e até mesmo pessoas desaparecidas. Uma formula nova é que agora Bayek também tem horas durante o gameplay que você vira um detetive, deve verificar as pistas em uma área demarcada e tentar resolver o mistério, não é nada muito elaborado, mas quebra um pouco o gelo ao invés de apenas se deslocar em um local, lutar e voltar para o destino, algumas partes temos que investigar o interior das pirâmides, são horas que incrementam um pouco a experiência, mesmo sendo bastante simples.

Não deixando de lado, mas a partir da geração atual de consoles, em Black Flag, já notamos que os dias atuais não são mais deveras importantes durante a trama, com histórias não muito coesas e rasas, desde a morte de Desmond, o foco mesmo ficou no passado do Credo dos Assassinos, para desvendar todos os mistérios, mas ainda é importante, pois esses conflitos entre templários e assassinos perduram até os dias de hoje, então vale a pena que o game tenha uma pequena parte apenas para mostrar o motivo da divisão desses dois grupos e dos artefatos que sempre foram protegidos até mesmo com as vidas de alguns personagens.

Novidades

As grandes novidades ficaram na mecânica como um todo, agora com um mundo aberto muito maior e melhor para explorar, o protagonista possui XP e vai evoluindo de nível e os combates foram totalmente redesenhados, muito mais próximos de games de sucesso nos últimos anos, não temos mais aqueles combates focados apenas no contra ataque. O jogador pode escolher em utilizar as sombras para evitar grandes conflitos, ou escolher armas pesadas, escolher na árvore e habilidade as melhores para combate corpo a corpo e transformar Bayek em uma maquina de guerra, fica totalmente a escolha do jogador a forma de concluir as missões em Origins.

A mecânica que ajudou bastante durante a aventura foi da águia fiel escudeira Senu, para marcar inimigos, encontrar matéria prima para criar itens, ela foi indispensável para ajudar Bayek, olhos no céu é sempre bom quando temos uma área muito grande a explorar, podemos dizer que Senu é o drone do antigo Egito.

A inteligência dos NPC’s foram bem implementados, com poucas horas de jogo, conseguimos a habilidade de mudar a hora do dia para a noite, não precisando ficar aguardando muito tempo para isso, já que algumas missões são realizadas em horas certas do dia, notamos que os NPC’s nas cidades tem uma rotina, tanto no porto quanto no centro comercial, quando anoitece elas vão pra suas casas, ao atacar uma base no horário da noite, por exemplo, podemos nos deparar com diversos soldados descansando e surpreende-los com um ataque, o leque aumentou em relação aos jogos anteriores, temos também algumas aventuras marítima, que a Ubisoft sabe fazer melhor do que qualquer outra desenvolvedora, são bastante divertidas mas curtas. Os bugs mais divertiram do que deram dores de cabeça durante a jogatina, em um jogo que temos um mundo aberto, é praticamente impossível ser perfeito.

Vale a pena?

Assassins Creed Origins é uma ótima aventura e nos leva em um período da história muito importante, se você é fã deste tempo, pegue de olho fechado, e se é fã da franquia também, vale dar uma chance e testemunhar a aventura de Bayek nesse mundo enorme que a Ubisoft criou.

Nota: 9.0

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