Análise | Megarromântico (Isn’t it romantic) é a caricatura dos filmes românticos

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Categoria: Filmes

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Megarromântico o novo lançamento da Netflix, traz protagonista fora dos padrões, a empresa vem apostando em temas que retratam a superação dos personagens, e não foi diferente neste filme. Vem com a gente conferir o que achamos.

Estrelado por Rebel Wilson, que interpreta Natalie, uma arquiteta de Nova York, que desde criança foi doutrinada pela mãe a não acreditar no amor, a trama ainda traz uma das cenas vividas por Julia Roberts e Richard Gere no filme “Uma linda Mulher”, a adolescente assiste com muita atenção o final feliz dos protagonistas e logo é interrompida por sua mãe, dizendo que finais felizes não existem para mulheres como elas .

Na vida adulta, Natalie têm problemas com autoestima, o que influencia no lado pessoal e profissional da moça. Mesmo dando duro no trabalho, ela é propensa a servir cafés, arrumar impressoras, nem mesmo seu animal de estimação a respeita. Além de tudo isso, Natalie tem que lidar com sua assistente, um tanto “espaçosa”, mas que de alguma forma tenta abrir os olhos da protagonista, alertando-a, a ser uma pessoa mais acessível, consequentemente, encontrar o amor da sua vida.

Josh (Adam Devine), é o tipico personagem, brincalhão e desajeitado nas comédias românticas, ele é amigo de Natalie, e devido ao bloqueio que a moça sempre coloca, por não acreditar no amor, ele acaba não conseguindo expressar seus sentimentos por ela.

Certo dia, Natalie voltando do trabalho, cai em uma cilada e acaba batendo com a cabeça no pilar de uma estação de trem, de repente ela se vê em uma cama de hospital, sem entender nada, e parece que os ventos começam a soprar a seu favor. Em um mundo paralelo, a moça vê as ruas de Nova York extremamente limpas, transpirando amor, seu apartamento que outrora, era desarrumado, torna-se praticamente um apartamento de uma atriz de filme, com roupas fabulosas, um closet de fazer inveja, Natalie está desacreditada que tudo isso esteja acontecendo com ela.

Em todos os lugares que passa, ela é percebida pelos homens, em especial pelo cliente do escritório Blake (Liam Hemsworth), divertido, bonito, gentil, é o tipo de homem que veria Natalie ou não veria como seu par romântico. As cenas da manhã seguinte, com seu namorado são sempre engraçadas, mostrando que em filmes românticos, a protagonista não têm momentos íntimos, o foco é sempre o caminho de chegada a pessoa amada.

Parte do filme acaba se tornando cansativo, pois, sempre traz cenas esperadas e nada de novo. No mundo paralelo, Natalie vive um amor que era possível apenas nos filmes de romances assistidos por ela, no trabalho sua assistente que era sua melhor amiga acaba de se tornar sua pior inimiga, e todo o conceito criado no início do filme de que não existe rivalidade entre mulheres, cai por terra, e o vizinho “gay” de Natalie nesta terra fantasiosa é seu confidente, na minha opinião estas cenas chegam a ser engraçadas, fazendo com que voltemos a prestar atenção na história. Embora tudo esteja a mil maravilhas, Josh é a única constante entre os dois mundos, por razões óbvias, mas Natalie sabe  que  aquilo não passa de um sonho, mas a experiência para ela foi positiva, pois mostrou quem era o seu verdadeiro amor, seja no mundo fantasioso ou na vida real, e aquilo que ela estava buscando no início da trama, não era o objetivo.

O diretor de fotografia Simon Duggan foi fiel a qualidade adotada pela Netflix, tanto no mundo irreal quanto no mundo real, toda a história tem um começo, meio e fim, mas nada digno de fogos de artifícios, é um filme bastante adolescente, e traz aquele “ar” de princesa a espera do seu príncipe encantado. O filme no geral, é uma caricatura das histórias de romance que vem em destaque nos filmes e também em alguns seriados.

Nota: 6,5

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