Análise | Cyberpunk traz produção eficiente com história envolvente e bons personagens que podem ser a chave para a construção de jogos no futuro

Postado em

Categoria: Review

Compartilhe:

Cyberpunk 2077 é proposta interessante de mundo aberto com história e personagens cativantes e tem ambição de criar um modelo de jogo para nova geração.

Projeto ambicioso, lançamento conturbado

Quando o primeiro conceito de Cyberpunk 2077 foi concebido ainda em 2012, o estúdio polonês CD Projekt Red prometia aos jogadores a maior e melhor experiência em um RPG de mundo aberto que seria lançado para consoles de próxima geração, o que significava que o game seria um produto para o final da oitava geração e, possivelmente, um título cross-gen.

Ambientado em um futuro que se passa a mais de cinquenta anos do presente, a desenvolvedora foi revelando detalhes da produção ao longo dos anos mostrando gameplay do jogo rodando em uma engine própria além de sempre atualizar a base de fãs sobre novos recursos e interações.

Com o crescimento do hype do jogo através de belos cenários de uma grande cidade e infinitas possibilidades, os jogadores aguardavam ansiosamente o lançamento como um título revolucionário que moldaria uma nova estrutura de RPG de mundo aberto para as próximas plataformas. Entretanto, em 2015, o estúdio desenvolvedor anunciou que que seu ambicioso projeto seria adiado mais uma vez por conta de The Witcher 3 que chegaria ao público em 2018 sendo um grande sucesso para a empresa e bem recepcionado pela crítica.

Após a finalização de The Witcher, a CD Projekt Red retomou a empreitada e acelerou a produção para que o jogo fosse lançado em dois anos sem, no entanto, perder a qualidade prometida há quase uma década. Em 2019, o primeiro trailer oficial é divulgado nos grandes eventos mundiais (incluindo a E3) apresentando o jogo em uma versão mais polida e dentro das possibilidades de consoles como PlayStation 4 Pro, Xbox One X e PC. Como uma forma de não deixar o projeto perder força entre os jogadores, no mesmo ano, a empresa anunciou que o astro Keanu Reeves de John Wick e Matrix seria um personagem chave no enredo contando com a presença do próprio ator em diversos momentos da divulgação.

Com a aproximação de 2020, a data de lançamento oficial foi anunciada no primeiro semestre sendo marcada para setembro por conta das atualizações e um melhor desempenho nos consoles de mesa. Com a pandemia do corona vírus, a empresa polonesa teve que adotar a modalidade home office forçando os programadores a trabalharem mais horas que o previsto para que a data escolhida fosse fixada em 10 de dezembro próxima ao momento mais aquecido do comércio varejista.

Com apenas poucos dias de vendas, a produtora divulgou que o game vendeu 13 milhões de cópias em menos de um mês, mas, apesar do sucesso comercial, o título foi alvo de inúmeras críticas a respeito do desempenho nos consoles e de graves bugs que atrapalham o andamento do gameplay. Como forma de chamar a atenção do estúdio, diversos jogadores ao redor do mundo postaram vídeos mostrando problemas como texturas de baixa resolução, elementos que apareciam na tela de forma aleatória, complicações com a física e uma série de outros fatores que prejudicavam a experiência.

Em resposta a esses problemas, Sony e Microsoft realizaram reembolsos a todos os consumidores que adquiriram o título na pré-venda como forma de respeito aos clientes. A Sony retirou a venda do título da PSN após o ocorrido e a CD Projekt Red iniciou um trabalho com patches de correção desde o lançamento (o game está, até a entrega desta matéria, na versão 1.06) afirmando que mais correções serão disponibilizadas entregando uma versão definitiva até fevereiro de 2021. A versão de PC, entretanto, teve uma recepção mais calorosa e melhor avaliada por conta de uma arquitetura gráfica mais próxima da realidade tecnológica atual sendo a versão recomendada para aqueles que desejam desfrutar de toda a grandeza de CyberPunk.

Dividindo opiniões a respeito de fatores técnicos, o jogo traz uma perspectiva ambiciosa de mundo aberto onde a tecnologia e a cibernética constroem a realidade de um futuro em que a marginalização e a luta por um espaço próprio são as regras que definem a sobrevivência. Mesmo não entregando uma proposta completamente inovadora, CyberPunk 2077 conta com potencial para abrir portas para novas formas de permitir liberdade de simular um mundo onde se pode fazer o que se deseja.

Fatores como a customização de personagens e a tomada de decisões que afetam as direções da história são construídas de maneira satisfatória para um título que tem por intenção propor um avanço na forma de interação com jogos eletrônicos. No entanto, vale destacar que o esforço de oito anos de produção ainda pode ser considerado um começo na empreitada considerada promissora. Isso porque, além dos problemas apresentados, o próprio conceito arquitetado pela CD Projekt Red ainda está distante de ser revolucionário repetindo fórmulas e estratégias conhecidas. É possível afirmar que Cyberpunk 2077 se beneficia e se prejudica da ideia do que seja jogar vídeo game em tempos recentes em que a linearidade e a qualidade técnica possuem mais destaque que a diversão e a empolgação.

 

Night City: simulação de uma cidade futurista

O enredo de CyberPunk 2077 acontece na metrópole de Night City, um espaço urbano nos Estados Unidos dominado pela tecnologia da informação, pela cibernética e principalmente pela luta dos grupos sociais em busca de poder e território.

Após diversas crises na economia e um imenso descontrole na administração nos estados norte-americanos, as sociedades se organizaram em grupos menores sofrendo com as desigualdades e lutando pela sobrevivência. Entretanto, Night City se manteve como um imenso conglomerado de pessoas promovendo diversos tipos de trabalhos e estilos de vida que fazem com que este centro urbano seja muito procurado.

Apesar dos altos índices de violência que levaram a população a uma redução de 29,3%, o fato de que mais da metade dos moradores vivam abaixo da linha da pobreza e que o tráfico de drogas e de informações privadas seja uma realidade constante, o interesse de fazer parte desse universo cheio de “possibilidades” atrai aqueles que buscam dinheiro, reconhecimento e um lugar no mundo a qualquer custo.

Em meio a esse grupo de pessoas em busca de sucesso está V o protagonista do game que, por conta de um conflito de interesses, acaba perdendo suas posses e status e se refugia no submundo perigoso de Night City como uma forma de se manter vivo e ganhar um novo padrão de vida. Formando uma aliança com grandes personalidades da cidade, V acaba aceitando um trabalho especial para sabotar a compra de uma tecnologia militar revolucionária que pode alterar os rumos do poder e da economia. Sem ter ideia do risco que corre ao cruzar o caminho de pessoas poderosas, o personagem descobre uma tecnologia chamada Relic que contém dados da consciência de uma outra pessoa e que pode destruir sua vida. Mantida em segredo pela empresa Arasaka, essa tecnologia pode alterar mais do que questões econômicas e políticas e se transformar em uma poderosa arma de denúncia às corporações.

Em CyberPunk 2077, os jogadores encontrarão uma estrutura bastante conhecida de jogos de mundo aberto que permite interações com elementos do gameplay que trazem uma ideia de liberdade ao estar em uma cidade de grande porte. Muitas das estruturas disponíveis no game são praticamente herdadas de jogos consagrados como Sleeping Dogs publicado pela Square Enix e Watch Dogs da Ubisoft, portanto jogadores mais habituados terão fácil adaptação à forma como o jogo se organiza em termos de funcionamento. Iniciar o título da CD Projekt Red cria uma expectativa de infinitas possibilidades de interação e jogabilidade, mas a realidade de toda a arquitetura desenvolvida entrega as mesmas funções de jogos anteriores com um pouco mais de técnica.

Customização de Personagem

Uma das maiores promessas da empresa foi a customização de personagens que foi amplamente divulgada e discutida durante a criação do jogo. Essa customização está presente objetivando a formação de um protagonista que represente um conceito mais underground ao mesmo tempo que o jogador cria aparências e um perfil que também destaque suas próprias preferências.

Opções de cabelos, barbas, feições, tatuagens bem como tipo físico, inteligência e moral podem ser ajustados, mas não criados efetivamente fazendo com que o estilo final do personagem seja algo mais pré-definido do que construído. Mesmo contado com várias possibilidades de mudança de visual no personagem, esse fator acaba por não ser primordial no desencadeamento do enredo uma vez que a jogabilidade é apresentada em primeira pessoa e poucas vezes o jogador terá a oportunidade de visualizar o perfil que projetou.

As características físicas e comportamentais não trazem uma resposta incisiva durante a campanha e se resume à forma como o personagem lida com armas, lutas e resolução de problemas de forma superficial. Em resumo, a customização prometida pela desenvolvedora possibilitou apenas moldar padrões já estipulados do personagem não representando uma evolução na criação de protagonistas que se esperava para uma nova geração de jogos de mundo aberto.

Outra característica que define o comportamento é a escolha das origens que V pode assumir como um background. Três opções podem ser selecionadas e variam entre ter a liberdade das ruas ou vir do meio corporativo afetando os diálogos que são propostos em momentos chaves do jogo. Com todas as possibilidades destacadas pela produtora, a projeção de um perfil para o protagonista acaba se tornando apenas um aspecto secundário que, apesar de ser interessante, desempenham um papel pouco decisivo para a construção do game como um todo.

Com a diversidade e a dinâmica de Night City, o principal aspecto de CyberPunk 2077 é a estrutura do gameplay baseado em missões e cumprimento de objetivos que busca oferecer a grandeza e as possibilidades pretendida pela CD Projekt Red.

Gameplay em evolução

A fórmula desse tipo gênero retorna de maneira aprimorada e confortável para todos os jogadores que já se aventuraram em algum título de mundo aberto. Todas as funções essenciais para que esse tipo de jogo funcione estão presentes e trabalham em harmonia com outros elementos como jogabilidade, gráficos, trilha sonora e a imersão que as missões proporcionam.
Apesar de ter sido criticados severamente no lançamento, os patches de atualização corrigiram muitos erros graves que prejudicavam as partidas como movimentação imprecisa, problemas de carregamento de texturas, travamentos constantes e desempenho de missões principais e secundárias que ficavam com a dificuldade abaixo do esperado.

Com as melhorias lançadas, o jogo ganhou mais fluidez nas plataformas de vídeo game sendo possível perceber as intenções pensadas pela produtora que incluem aspectos técnicos interessantes revelando o potencial do game que ainda está sendo lapidado. Diversos fatores técnicos são bem planejados, bonitos e sofisticados quando rodam sem engasgos no sistema base dos consoles entregando uma experiência que mostra avanço no domínio do gênero podendo ser uma porta de entrada para os jogos que serão produzidos para a nona geração.

Em termos gráficos, Cyberpunk 2077 consegue encher a tela e os olhos dos jogadores com um visual moderno tipicamente vindo de um futuro tomado pela tecnologia e pelo exagero do consumo. Night City é um espaço urbano que apesar de violento e perigoso também tem muita vida, espontaneidade e uma dinamicidade própria de um local altamente procurado por todo tipo de pessoa e tribos sociais. Luzes de neon, arquitetura arrojada e incomum, comércio ilegal, diferentes formas de se ganhar dinheiro e se enturmar são traduzidas através de um visual gráfico com muita cor, contraste e realce das formas fazendo com que todos as zonas dessa cidade seja uma exploração envolvente por conta do layout pensado que reproduz uma cidade com fidelidade.

Apesar das missões acontecerem em diferentes períodos do dia, é à noite que Night City revela todo o seu brilho se provando um lugar de vida criminal e boêmia intensa que pode ser visto através das placas luminosas que oferecem todo o tipo de atividade que se possa imaginar.

Ao cumprir objetivos pelas ruas da cidade, será fácil para o jogador reparar nos muitos detalhes que cada lugar pode revelar indo desde um painel de propaganda de água até programas de talk show no elevador da casa de V. Todos esses elementos funcionam bem (salvo alguns entraves de processamento) e proporcionam um visual realista que, em plataformas mais recentes, vão tirar proveito da tecnologia DirectX Raytracing que simula a projeção da luz aplicada em diferentes pixels causando uma melhor renderização do jogo. Entretanto, faltou um pouco mais de ousadia e tecnologia para levar os cenários de Cyberpunk 2077 a um outro patamar fazendo com que a maioria dos itens ou espaço posto na programação fossem de fácil interação bem como as lojas e outros lugares.

O motor gráfico utilizado é o Red Engine que é exclusivo da desenvolvedora e substituto direto do Aurora Engine utilizado para The Witcher. Com a nova ferramenta e suas possibilidades de programação, a CD Projekt Red poderia ter dado um passo à frente no gênero mundo aberto possibilitando uma nova interface para jogos de nova geração.

Considerando todo o gameplay e funções de Cyberpunk 2077, o maior destaque do jogo fica nos comandos que exploram os botões do controle efetivamente e, mesmo tendo um leque de opções grande na hora de executar funções, toda a jogabilidade é adaptada ao contexto na qual o jogador está inserido. Opções de atividades faz parte da vida de V que pode ir comer em um restaurante da esquina, pedir uma bebida no bar, contratar um serviço específico ou mesmo arrumar o inventário com os itens que são coletados durante a campanha como armas, munição, itens de saúde e roupas.

Nas missões principais, comandos de execução que se resumem a apertar um botão específico serão constantes, mas quando a cena muda para a ação, a jogabilidade de FPS é trazida à tona proporcionado a sensação de tiro e combate característicos. Atirar, recarregar, trocar a arma, restaurar saúde entre outros comandos são de fácil execução e respondem com precisão e rapidez tornado essa função a mais bem trabalhada de todo o jogo. Mesmo não trazendo nenhuma novidade em relação à jogabilidade, é possível destacar o avanço que a CD Projekt Red realiza nesse quesito ampliando a fluidez de comandos conhecidos que realçam a experiência.

Considerado um RPG de mundo aberto, o título tem como principal atrativo o tiro em primeira pessoa disponibilizando vários modelos de armas que trazem respostas acuradas em termos de disparo, coice e recarregamento. Desde pistolas automáticas, escopetas, fuzis e metralhadoras, todo o arsenal bélico produz efeitos diferentes que podem ser sentidos no controle. Algumas armas são mais poderosas e necessitam de mais proximidade do alvo enquanto outras contam com miras de longo alcance derrubando alvos com mais segurança. Independente do estilo do jogador, experimentar o arsenal que vai sendo deixado pelos inimigos é parte da jogabilidade e merece atenção por entregar um trabalho de qualidade.

 

 

 

 

 

Dublagem e Trilha Sonora

A sonoridade de Cyberpunk não tem por objetivo oferecer uma trilha sonora memorável que ficará na mente de quem joga, mas tem o intuito de acompanhar toda a diversidade presente no game que acompanha o ritmo intenso de tudo o que possível de realizar em Night City. O conceito de trilha sonora pode ser mais percebido nas estações de rádio inclusas nos carros que oferecem estilos musicais para diferentes gostos, porém é uma interação menos marcante.

As músicas mais impactantes são tocadas em momentos chaves da campanha provocando tensão, alívio e expectativa de acordo com a missão escolhida. Durante os tiroteios, composições eletrônicas de batidas rápidas podem ser ouvidas e esquentam o combate permitindo a imersão necessária para uma experiência gratificante. O impacto sonoro causado é pontual e serve mais para causar emoções distintas entre uma situação e outra e esquecidas após o término dos objetivos.

A dublagem em português merece destaque e reconhecimento sendo muito bem produzida e com vozes que expressam personalidade soando convincente e próxima à dublagem de um filme de grande produção. O vocabulário das ruas e as palavras de baixo calão não foram economizadas no roteiro original e nem censuradas na versão brasileira, o que traz verossimilhança para a história retratando a realidade desse tipo de ambiente sendo o aspecto de som que mais se destaca entre os demais.

Para o público mais hardcore, que preza por mais qualidade de som, os fones de ouvido de alta performance podem ser uma opção a mais, mas não é um item obrigatório para aproveitar tudo que o jogo tem a oferecer. Os modelos de televisores relativamente recentes podem proporcionar uma boa qualidade de áudio tanto na trilha como nas falas oferecendo clareza e percepção auditiva uma vez que o título foi construído com opções de áudio variadas que podem ser aproveitadas em diferentes sistemas.

Loading…90%

Os produtores de Cyberpunk 2077 acompanharam o lançamento de perto tendo máxima atenção aos pedidos feitos pelos jogadores e corrigindo bugs, porém o game ainda não roda sem problemas e precisará de mais atualizações para promover uma experiência aprimorada. As inconsistências técnicas ainda estão presente sendo alguma delas prejudicam as partidas e outras afetam o visual ou o andamento do gameplay. No entanto, não são somente fatores técnicos que que afastam o título de um aproveitamento máximo, mas a própria composição e estrutura que repete a fórmula de outros títulos não entregando uma experiência nova como prometido.

A versão 1.06 do jogo corrige falhas mais brutas de execução e desempenho, o que permite com que os jogadores consigam ter em mãos um produto que funcione adequadamente, mas erros como carregamento de texturas, lags constantes, elementos e NPC’s que brotam nos cenários revelam um lado menos polido da experiência. Muitos entusiastas do título afirmaram que a produtora havia lançado Cyberpunk 2077 antes de terminá-lo propriamente, mas essa questão não parece ser central nas atualizações que estão sendo lançadas.

Toda a estrutura pensada para um mundo aberto está construída e operante fazendo com que o problema seja as plataformas Playstation 4 e Xbox One que não possuem hardware base para suportar as exigências que o jogo necessita para rodar com fluidez. Essa questão pode ser melhor compreendida na versão do PS4 que contém um disco exclusivamente de dados bem como o aviso da Microsoft de que o título poderá apresentar problemas até ser atualizado. Entretanto, a versão de PC oferece suporte 4K com texturas e renderizações típicas de uma produção de grande porte.

Exploração

Além disso, o sistema de jogo que se divide entre missões primárias e secundárias pode cansar dependendo da expectativa do jogador. As missões principais são sempre as mais interessantes com imersão na história e apresentação de personagens cativantes, mas quase todas elas oferecem o mesmo estilo de progressão. As missões começam com algum tipo de investigação revelando pontos do enredo, sempre muito bem contado, para depois seguir com a ação baseada no FPS. Muitas vezes, o jogador deverá ir de um ponto a outro no mapa para descobrir que vai precisar visitar mais um ponto e a partir disso iniciar um combate. Apesar de não ser propriamente um aspecto negativo, visitar pontos no mapa acaba se tornado repetitivo dentro da campanha principal.

Outro aspecto que poderia ser melhor aproveitado é o personagem John Silverhand (Keanu Reeves) que se mostra mais como uma sombra de V do que um personagem importante na trama. É possível jogar com Silverhand no episódio interlúdio, mas a proposta não traz uma experiência significativa em termos de comandos fazendo que com este personagem se torne interessante mais pelo seu passado e pela forma como pretende propor um desfecho para a situação em que se envolveu.

Mesmo sendo cercado de críticas, falhas de execução e apresentar uma estrutura pouco inovadora, Cyberpunk 2077 é uma ótima opção para jogadores que gostam de uma história recheada com tiros e segredos que não podem ser revelados. Toda a composição do game permite se sentir dentro de Night City e compreender como as pessoas vivem e se comportam em um ambiente dominado pelo perigo, pela violência e pelo poder. Depois de circular pela cidade na pele de V, conhecendo os detalhes desse estilo de vida, os jogadores ficarão mais propensos a ficarem do lado do protagonista do que julgar as ações que ele e outras pessoas assumem para sobreviver.

Veredito

Apesar de ter tido um lançamento conturbado, a CD Projekt Red conseguiu trazer ao público uma produção eficiente com história envolvente e bons personagens que podem ser a chave para a construção de jogos no futuro. A proposta de mundo aberto funciona bem para a ideia do jogo, mas ainda não assume as proporções prometidas em anos de produção.
Trazendo evolução nos elementos de jogabilidade herdados de títulos como Watch Dogs e GTA V, os produtores de Cyberpunk conseguem dar um passo à frente na produção de jogos extraindo o melhor que um título de mundo aberto consegue proporcionar no momento atual.

 

Nota: 8

COMENTÁRIOS

Loading Facebook Comments ...