A Expansão Das Cinzas chega como uma adição triunfante a Avatar: Frontiers of Pandora, lançada em 19 de dezembro de 2025 para PS5, Xbox Series X|S e PC. Desenvolvida pela Massive Entertainment em colaboração com a Disney e a Lightstorm Entertainment, essa DLC não é apenas uma extensão, mas uma reinvenção que eleva o jogo base a novos patamares. Ficamos impressionados com a ousadia de mudar a perspectiva para terceira pessoa, oferecendo uma visão mais cinematográfica de Pandora.
Aqui, assumimos o controle de So’lek, o guerreiro Na’vi do clã Tr’ong, marcado por um passado trágico e impulsionado por vingança. Ambientada na Fronteira Oeste de Pandora, a narrativa entrelaça-se perfeitamente com o filme Avatar: Fire and Ash, ampliando o universo sem spoilers desnecessários. É uma jornada de redenção e fúria que captura a essência visceral do conflito entre Na’vi e RDA.
Narrativa e Personagens
A história de Das Cinzas é um dos pontos altos, centrada na emboscada sofrida por So’lek e na dispersão de sua família adotiva. Acordando em meio às chamas, o protagonista jura resgatar os seus e punir os responsáveis: a aliança impiedosa entre RDA e o clã Ash. Essa trama sombria e emocional constrói tensão magistralmente, com reviravoltas que mantêm o jogador vidrado.
So’lek, dublado por Dusan Dukic, ganha profundidade como protagonista. Seu background como veterano de batalhas o torna relatable e imponente, contrastando com o Sarentu do jogo base. Personagens como Tamtey, Ri’nela e Nor trazem camadas familiares e tocantes, enquanto antagonistas como o Major Tyler Bukowski e membros do clã Ash, como Wukula, injetam ameaça real.
Interações com clãs aliados, como Aranahe e Resistência, enriquecem o lore. Alma Cortez e Priya Chen retornam com arcos impactantes, e o retorno de Miles Quaritch adiciona peso cinematográfico. A narrativa equilibra ação e momentos introspectivos, culminando em um clímax memorável.
Cada diálogo revela motivações profundas, tornando as escolhas morais palpáveis. É uma história que honra o legado de James Cameron, com temas de perda e renascimento que ressoam profundamente.
Jogabilidade Renovada
A transição para terceira pessoa é revolucionária, permitindo apreciar a graciosidade Na’vi em combates fluidos e dinâmicos. O combate foi reformulado: revampado com novas animações, armas e habilidades exclusivas de So’lek, como os Sentidos de Guerreiro que destacam inimigos e amplificam danos.
Stealth ou assalto frontal funcionam perfeitamente, com opções táticas como emboscadas em ikrans melhorados. As mecânicas de banshee (ikran) foram aprimoradas, com manobras ágeis e dogfights intensos contra aeronaves RDA.
Pontos de combate como Fortes, Acampamentos e Postos RDA formam uma rede estratégica. Destruí-los em sequência enfraquece defesas maiores, recompensando planejamento com Dog Tags para XP e skills. Conjuntos de equipamentos oferecem perks sinérgicos, como regeneração de saúde ou revives automáticos.
Bosses épicos testam maestria, com fases variadas e fraquezas exploráveis. A progressão é streamlined, acessível mas recompensadora para veteranos.
Customização visual, incluindo pinturas corporais, personaliza So’lek sem afetar performance. É jogabilidade polida que corrige falhas do jogo base.
Exploração na Fronteira Oeste
A Fronteira Oeste expande Pandora com biomas vulcânicos e flutuantes, cheios de segredos e perigos. Navegação intuitiva usa Sentidos Na’vi para waypoints imersivos, opcionalmente ocultos para realismo.
Fortes emitem fumaça vermelha, guiando a rede de estradas conectadas. Libertar landmarks desbloqueia equipamentos premium e constrói momento para a base final, Command Base Ares.
Atividades paralelas, como missões de clãs e coleta, integram-se organicamente, fomentando imersão sem grind excessivo.
Estratégia nos Pontos de Combate RDA
Os Fortes RDA funcionam como verdadeiros quartéis-generais das divisões inimigas, comandadas pelo Major Tyler Bukowski, e representam os maiores desafios táticos da expansão. Cada um deles emite fumaça vermelha visível de longe, facilitando a localização, e está conectado a uma rede de Acampamentos e Postos que expandem o controle dos invasores.
Atacar esses pontos em sequência é essencial para uma abordagem inteligente: eliminar os Acampamentos e Postos periféricos primeiro enfraquece as defesas dos Fortes, reduzindo o número de inimigos e abrindo caminhos para emboscadas devastadoras. Essa interconexão é destacada no mapa, onde pairar sobre um landmark revela suas dependências, incentivando planejamento estratégico.
As recompensas são generosas, com armas premium, materiais raros e Dog Tags que aceleram a progressão de habilidades. Nós apreciamos como isso transforma a exploração em uma campanha de guerrilha satisfatória, recompensando paciência e astúcia em vez de força bruta.
O clímax vem com a Command Base Ares, desbloqueada após todos os Fortes, oferecendo o confronto mais intenso e épico. É uma batalha que testa todas as lições aprendidas, culminando em um senso de conquista palpável.
Equipamentos, Customização e Progressão
Os conjuntos de equipamentos são um destaque, com peças como protetores de cabeça, peito e tornozelos que trazem perks individuais, culminando em bônus poderosos ao equipar o set completo – de regeneração constante de saúde a revives automáticos quando abatido.
A customização vai além da funcionalidade: pinturas corporais cosméticas permitem personalizar So’lek, refletindo sua jornada de guerreiro marcado pelas chamas, sem comprometer o desempenho em combate.
A árvore de habilidades foi refinada para ser mais intuitiva e fluida, com foco no estilo brutal de So’lek, incluindo os Sentidos de Guerreiro que amplificam danos e revelam fraquezas inimigas. Isso permite builds versáteis, do stealth letal ao assalto furioso.
Com cerca de 20 a 26 horas para 100% de conclusão, dependendo do estilo de jogo, a progressão é balanceada, evitando grind excessivo e integrando perfeitamente as Dog Tags obtidas nos combates.
Trilha Sonora, Dublagem e Imersão Sonora
John Paesano entrega uma trilha magistral, misturando orquestrações épicas com elementos eletrônicos para capturar a atmosfera visceral e sombria da Fronteira Oeste, elevando cada confronto a um espetáculo emocional.
Os temas de vingança e perda ressoam profundamente, com crescendos que acompanham as batalhas aéreas e momentos introspectivos, criando soundscapes que imergem o jogador no caos das chamas.
A dublagem em inglês é impecável, com Dusan Dukic dando vida a So’lek de forma autêntica e imponente, enquanto vozes como as de Cara Ricketts (Etuwa) e Stephen Lang (Quaritch) adicionam peso cinematográfico. No Brasil, a localização mantém a intensidade cultural Na’vi.
O design de som brilha nos detalhes: o rugido das ikrans em dogfights, o crepitar do fogo e os gritos dos Ash People constroem tensão constante, tornando cada exploração uma sinfonia de perigo e beleza.
Aspectos Visuais e Sonoros
O motor Snowdrop brilha na Fronteira Oeste, com fogo realista, partículas dinâmicas e ecossistemas vivos. Cinemáticas impressionam, apesar de glitches menores em PS5 reportados pré-lançamento.
A trilha de John Paesano mescla orquestra e eletrônica em tons viscerais, elevando tensão e emoção. Vozes, como a de Cara Ricketts como Etuwa, entregam autenticidade.
Vale a pena?
Das Cinzas transforma Frontiers of Pandora em essencial para fãs de Avatar. Adições como terceira pessoa, combate refinado e narrativa cativante justificam o investimento.
Nós adoramos as melhorias e o foco em So’lek. Imperdível para quem busca aventura pandoriana suprema.
Se você curtiu o jogo base, essa DLC quadruplica o prazer, como visto no pico de jogadores pós-lançamento. Corre para a Fronteira Oeste!
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