Faz 30 anos que Rayman, o herói sem braços nem pernas, mas com um soco de energia e cabelo-helicóptero inesquecíveis, estreou e mudou o mundo dos platformers 2D. Nós mergulhamos de cabeça nessa Rayman: 30th Anniversary Edition no PS5, e que viagem no tempo foi essa! Lançado em 13 de fevereiro de 2026, pela Ubisoft e Digital Eclipse, o jogo é uma coletânea definitiva do clássico de 1995, com firulas modernas que facilitam a vida. Se você cresceu pulando Electoons e fugindo do Mosquito Gigante, prepare o coração – e os polegares.
Aqui tem cinco versões do Rayman original (MS-DOS, PS1, Atari Jaguar, GBC e GBA), mais de 120 níveis extras de pacotes antigos como Rayman’s New Levels e Rayman By His Fans, um protótipo perdido do SNES e um documentário interativo de mais de 50 minutos com os criadores originais. Nós passamos horas comparando as diferenças entre as ports, e é fascinante ver como o jogo evoluiu de um protótipo cru para a obra-prima que conhecemos.
O Conteúdo É Gigantesco: Cinco Versões + Extras Surpreendentes
Começando pelo básico: o Rayman de 1995 em múltiplas encarnações. A versão PS1 é a mais polida, com animações fluidas e trilha sonora reimaginada (sobre isso a gente fala depois). Já a MS-DOS vem turbinada com aqueles 120 níveis bônus, perfeitos pra quem quer mais desafio depois do jogo base.
A do Atari Jaguar tem um visual mais “crunchy”, mas os controles respondem bem no DualSense. GBC e GBA são portáteis fiéis, com níveis ligeiramente adaptados – a GBA, aliás, é considerada uma das melhores ports 2D pra handheld da época. E o protótipo SNES? É cru, com mecânicas básicas como pular em canos, mas mostra o gênio de Michel Ancel desde o início.
Não para por aí. Tem galerias de arte conceitual, rascunhos e até a “bíblia do jogo” em português, com 86 páginas de design docs. É material pra fãs hardcore devorarem.
Jogabilidade Clássica: Pulos Precisos e Socos Poderosos
Rayman sempre foi sobre precisão. Seu soco esticável, o helicóptero com cabelo e o super salto são mecânicas geniais que influenciaram gerações. No PS5, tudo roda a 60fps estável, sem lag ou input delay – perfeito pra aqueles saltos pixel-perfect.
Nós revivemos a Floresta dos Sonhos, combatendo o Mosquito e coletando Lums (ou Electoons, pros puristas). A dificuldade é brutal, como nos anos 90: um erro e você perde vidas rapidinho. Mas os QoL salvam o dia: rewind de 60 segundos pra corrigir quedas idiotas, saves em qualquer lugar e opções como vidas infinitas (que desabilitam troféus, pra manter o challenge pros hardcore).
Os níveis extras são uma bênção. “Rayman 60 Levels” traz puzzles criativos, e “By His Fans” tem fases feitas pela comunidade – algumas são joias escondidas, outras… bem, bem fãs mesmo.
As Diferenças Entre as Versões: Um Banquete pra Preservacionistas
Jogamos todas e tem sutilezas deliciosas. PS1 tem os melhores efeitos sonoros; Jaguar, texturas mais detalhadas em certos chefes; GBA corta uns cantos mas roda suave no emulador interno. A MS-DOS é a “completa”, com bônus que expandem o mundo.
O protótipo SNES é o destaque curioso: só um nível interativo, mas ver Rayman “nascer” é emocionante. É como um museu vivo.
Comparar é viciante. Nós perdemos a conta das horas switchando ports pra ver variações em inimigos ou layouts.
Documentário Interativo: A História Não Contada de Rayman
Aqui o jogo brilha além dos pulos. O docu “The Rayman Story” tem entrevistas inéditas com Ancel, Houde e equipe da Ubisoft Montpellier. Mais de 50 minutos de bastidores: como o personagem sem membros surgiu de esboços malucos, os perrengues com hardware da época e até o teaser de Rayman 2.
É interativo: clique em artes pra zoom, leia memos internos. Pra nós, que amamos making-of, foi o que elevou a edição de “boa coletânea” pra “obrigatória”.
Gráficos e Som: Beleza Eterna, Mas com uma Pitada de Controvérsia
Os visuais de 1995 ainda encantam: mundos coloridos, animações rotoscópicas suaves e inimigos caricatos. No PS5, upscale pra 4K com filtros opcionais – roda lindo na TV grande.
O som? Reimaginado por Christophe Héral (de Origins/Legends), é imersivo e orquestral. Mas… cadê a OST original de Rémi Gazel? Muitos fãs (nós inclusos) sentem falta dos chiptunes icônicos. É o maior “senão” da edição.
Performance no PS5 é impecável: sem crashes (pós-patches iniciais), DualSense com vibração básica nos socos. Nada de haptics avançados, mas não faz falta num retro.
Acessibilidade: Modernizando o Clássico Sem Trair a Essência
Rayman original era impiedoso: backtracking pra 100% Electoons, bosses one-hit-kill. Agora, tem invencibilidade, desbloqueio instantâneo de níveis e rewind – ideal pra casuais ou speedrunners praticando.
Nós usamos tudo: rewind salvou nossa sanidade em “Pink Plant Woods”, e inf lives pra explorar sem stress. É inclusivo sem cheat-mode forçado.
Perfeito pra jogar com kids ou quem quer só curtir a arte.
Desafios e Pontos Fracos: Nem Tudo É Perfeito
Não é remaster full HD ou com Rayman 2/3 – fica só no primeiro jogo. Algumas ports são redundantes, e bugs iniciais (áudio loop) irritaram no lançamento. Preço na PS Store BR tá salgado pros padrões, mas promoções vêm.
DualSense podia ter mais: triggers adaptativos pros socos, só pra aumentar a imersão.
Pra Quem É Essa Edição? Fãs, Novos e Colecionadores
Se você ama platformers old-school como Celeste ou Shovel Knight, vai pirar na precisão. Nostálgicos: obrigatório. Casuais: use aids e aproveite o docu. Evite se quer algo novo da Ubisoft.
Uma festa imperfeita, mas cheia de alma. No PS5, é a melhor forma de reviver Rayman hoje.


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