‘Guerra Civil, Marvel Comics’ – Review

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Categoria: Artigos, Quadrinhos

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Relembrando uma das revistas mais marcantes da Casa das Idéias, cá estamos para falar sobre a enigmática e impensável.. Guerra Civil, no maior estilo “antes tarde do que nunca”.

QUADRINHOS_AUTOR

Logo de cara irei postar a sinopse da contra-capa para que vocês tenham uma noção melhor acerca da história:

“Após um trágico acidente causado por um grupo de heróis novatos, a Lei de Registro de Super-Humanos é criada, obrigando que todos os heróis uniformizados revelem suas identidades ao governo. Enquanto alguns abraçam a nova lei, outros a consideram abominável. Limites são criados e amigos de outrora acabam se confrontando quando a comunidade de superseres se vê dividida, aguardando uma decisão que mudará o Universo Marvel para sempre!”

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Guerra Civil foi escrita por Mark Millar em 2006 e pode ser considerada a grande saga da Marvel da década. A história envolveu os gibis de todos os super heróis. Era muito legal você pegar as revistas de outros heróis e se deparar com dizeres na capa como “Viva a Guerra Civil” mostrando que toda a comunidade de superseres estava preocupada com a Nova Lei imposta pelo governo sob supervisão da S.H.I.E.L.D. e que os acontecimentos daquele evento iria influenciar seriamente a vida individual de cada um deles.

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Tudo girava em torno da queda do apoio público aos super-heróis em virtude de sagas como Guerra Secreta (já saiu na coleção da Salvat) e Dinastia M (sairá na coleção ainda). O livro lançado pela Salvat é o 19 da coleção (número 50 na lombada) e engloba apenas as edições Guerra Civil 1 a 7. Toda vez que a Marvel lança sagas grandes que envolvem todos os seus gibis a saga principal é lançada em revistas separadas portanto quem ler apenas as revistas especiais (no caso as que o livro traz da saga) não terá problemas em entender a história, porém é importante lembrar o que estava acontecendo com os principais heróis até então:

  • Thor: Havia abandonado o planeta Terra e voltou ao seu sono profundo até que ele e seus companheiros deuses fossem mais uma vez necessários;
  • Homem Aranha: Tornou-se amigo íntimo de Tony Stark (Homem de Ferro) que o presenteou com um novo traje de alta tecnologia com direito a comunicadores embutidos, três braços mecânicos e a habilidade de planar em curtas distâncias;
  • Capitão América: Fazia seus trabalhos para a S.H.I.E.L.D.;
  • Homem de Ferro: Na mesma situação do Capitão América, e dividindo seu tempo cuidando das empresas Stark;
  • Hulk: É a ausência mais sentida da saga. Hulk não aparece porque estava enfrentando o Rei Vermelho na saga Planeta Hulk (que também sairá na coleção da Salvat).

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O principal intuito de Guerra Civil foi o de tentar sanar um “problema” muito falado nos bastidores da Marvel. Que era o de que seus heróis estavam ficando camaradas demais. Algo precisava abalar a situação atual e tornar as coisas mais imprevisíveis e, com isso, surgiu Guerra Civil. Podemos falar com convicção que essa saga dividiu o Universo Marvel ao meio, mais precisamente em dois grupos opostos de heróis, com ideologias diferentes, lutando por aquilo que acreditavam ser certo. Alguns acontecimentos da saga foram tão chocantes que acabaram recebendo cobertura da grande mídia o que catapultou a popularidade da história.

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Um fato bem interessante é que o autor da saga, Mark Millar, procurou dividir os heróis de acordo com as suas características: os mais rebeldes ficariam contra o registro, e os digamos.. mais “pró governo” a favor. Logo vem à mente: “Beleza então o Capitão América vai ser pró registro por ser um soldado da S.H.I.E.L.D.?” Errado! No final do livro Millar afirma que apenas seguiu a forma de como enxergava os personagens.

“Não acho que acertei todas as instâncias do que eles acreditavam essencialmente. O Capitão América por exemplo, sempre teve relação com a liberdade – logo ficaria ao lado dos que querem preservar sua identidade -. Já Tony Stark/Homem de Ferro sempre teve a ver com fazer a coisa certa para o mundo. Ele é um cara que ganhou muito dinheiro, mas assim como Andrew Carnegie [industrial e humanitário dos séculos 19-20] tentou dar algo em troca para a humanidade; ou seja, Tony está numa posição filantrópica e por isso ficou pró registro”.

Mais do que a ideia de colocar o Capitão América e o Homem de Ferro como líderes dos grupos, Millar mexe bastante com a mudança de opinião de certos personagens ao longo da trama, o que faz com que alguns acabem por trocar de lado no decorrer do confronto e alianças antes impensadas surjam (quem diria que o Justiceiro faria parte de um time como o Capitão América?).

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A arte da saga ficou por conta do canadense Steve McNiven, chamado pelo lendário Joe Quesada de ‘uma das novas revelações da Marvel – um grupo de artistas de elite que o então editor-chefe considerava ter as qualidades para se tornar futuros superastros do desenho’. Na minha opinião a arte de Steve é uma das melhores de todos os livros que comprei até agora. Sua noção de proporção na hora de desenhar o corpo dos personagens, bem como a sensação de movimento que passam no quadrinho é sensacional.

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É isso galera. Essa é uma edição que eu recomendo muito e espero que tenham a chance de adquiri-la.

A análise acima foi enviada pelo nosso colaborador Fábio Laudonio, para ler seu último trabalho clique aqui

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