Análise | Call of Duty: Black Ops 7 – Multiplayer e Zumbis brilham, mas a campanha deixa a desejar

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Categoria: Artigos, Games, Review

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A Treyarch entrega um pacote anual clássico de Call of Duty, com foco em modos online que divertem, mas tropeça feio na narrativa solo/co-op que prometia inovar.

Modo Campanha

A campanha de Call of Duty: Black Ops 7 chega como uma grande promessa de inovação, adotando um formato totalmente cooperativo em um vasto mapa chamado Avalon. Após completar as primeiras 11 missões lineares, os jogadores desbloqueiam o Endgame, uma extensão rejogável onde exploram zonas de exposição tóxica, completam tarefas dinâmicas e utilizam wingsuits para navegação rápida. O sistema de progressão é integrado, permitindo evoluir armas e habilidades ao longo da jornada, com trilhas exclusivas de eficiência em combate e personalização via C-Link. No papel, soa como uma evolução natural da série, misturando elementos de mundo aberto com a ação frenética típica de Black Ops.

No entanto, na prática, essa campanha decepciona profundamente e pode ser considerada uma das piores da franquia. Sem companheiros de IA para jogar solo, as missões iniciais se tornam frustrantemente difíceis e repetitivas, forçando o jogador a depender de partidas públicas ou amigos – algo que nem sempre funciona bem devido a desbalanceamentos e quedas de conexão. A narrativa, ambientada em um mundo distorcido com toxinas alucinógenas, tenta ser psicodélica e mind-bending, mas acaba vazia, sem substância emocional ou reviravoltas impactantes, mais parecendo uma desculpa para waves infinitas de inimigos do que uma história coesa. O Endgame, apesar da rejogabilidade prometida, sofre com zonas excessivamente grandes que diluem a tensão, e o anti-cheat RICOCHET, embora agressivo, não impede hackers em sessões públicas. Nós esperávamos algo na veia de Black Ops 2, mas o resultado é um modo que parece inacabado, priorizando quantidade sobre qualidade, e que muitos pulam completamente após o lançamento.

Multiplayer

O multiplayer é onde Black Ops 7 realmente acerta em cheio, mantendo a essência divertida da série enquanto introduz refinamentos que elevam a experiência. Com mais de 30 mapas no lançamento, incluindo remasters icônicos como Hijacked, Raid e Express de Black Ops 2, além de novidades como Nuketown 2025 e Retrieval (um glaciar visualmente impressionante), o design anti-camping brilha, com layouts que incentivam flanqueios e multikills constantes. A omnimovimentação evolui com wall runs e wall jumps (até três consecutivos), adicionando verticalidade sem quebrar o equilíbrio – mapas como Cortex e Blackheart foram feitos sob medida para isso, permitindo bunny-hopping aéreo legítimo e ataques surpresa.

As inovações vão além: escolha entre matchmaking skill-based (SBMM) ou tradicional (menos focado em habilidade, com lobbies persistentes para manter o grupo unido), modos como Overload (um caótico capture-the-flag com EMPs) e o novo Conflito em 20v20, além de clássicos como Dominação e Search & Destroy. Armas sentem-se consistentes, sem um meta opressivo, embora SMGs fiquem um pouco atrás em alcance. Nós passamos horas em mapas como Exposure e Flagship, elogiando a fluidez e a variedade – é o multiplayer mais polido da Treyarch em anos, perfeito para sessões rápidas e competitivas.

Os loadouts também recebem atenção especial, com um sistema de criação mais intuitivo que permite misturar attachments de forma modular, graças ao retorno do Gunsmith expandido. Armas como a XM4 moderna, com seu recoil controlável e taxa de fogo ajustável, e o AK-74u remasterizado, que brilha em combates de médio alcance, formam a base de um meta equilibrado onde rifles de assalto dominam sem sufocar as SMGs ou snipers. Perks clássicos como Ninja e Ghost ganham camadas extras, como redução de ruído em omnimovimentação, enquanto os novos Combat Specialties oferecem buffs temporários pós-kill, como regeneração acelerada ou wall-run infinito por 10 segundos – elementos que premiam agressividade sem punir erros bobos.

A performance técnica é outro destaque, rodando liso em 4K a 120fps+ no PC com DLSS/FSR, e otimizado para consoles next-gen com cross-progression perfeita. Scorestreaks evoluem com opções como o Swarm Drone, que libera mini-drones homing em clusters, e o clássico VTOL repaginado com suporte a omni-dodges para evasão. Nós acumulamos horas em sessões competitivas, testando o matchmaking SBMM que, apesar de rigoroso, evita lobbies tóxicos graças ao novo sistema de reputação, e o modo tradicional para grindar com o squad fixo – é uma fórmula que captura o que Black Ops faz de melhor: diversão imediata e viciante.

Modo Zumbis

O modo Zumbis continua sendo o coração pulsante para fãs hardcore, e Black Ops 7 entrega o maior mapa round-based da história da sub-série: Astra Malorum, um observatório em um asteroide em forma de caveira nos anéis de Saturno. A narrativa Dark Aether avança com a caçada ao Shadowsmith e um culto da morte esquecido, oferecendo ambientes variados que misturam sobrevivência clássica com extração opcional. GobbleGums ultra e progressão global incentivam grind, enquanto chefes desafiadores e Easter Eggs longos (com modo Survival simplificado) garantem rejogabilidade.

Apesar de alguns pontos altos em dificuldade, como bosses que exigem coordenação impecável, o modo é consistentemente divertido, com mapas espaçosos que evitam o sentimento claustrofóbico de entradas passadas. Nós nos divertimos em rodadas altas, elogiando a variedade de inimigos e upgrades – é um retorno às raízes, superior ao de Black Ops 6 em escala e polimento, ideal para maratonas com amigos.

Temporada 1: Novos Mapas e Modos

A Temporada 1, já no ar, enriquece o multiplayer com quatro mapas frescos na Recarregada: Yakei (telhados neon do Japão), Meltdown (remaster de BO2), Fringe (retorno de BO6) e Vault Town (Nuketown temático Fallout). Modos como Tomada (controle de territórios mutáveis, mesclando Dominação e Hardpoint) e LTMs S.P.E.C.I.A.L. Mayhem/The Ghouls adicionam caos temático, com 13 novos itens de Loadout para customização.

Temporada 1: Expansão em Zumbis e Warzone

Zumbis ganha Zarya Cosmodrome para sobrevivência/extração e o LTM Project RADS, gerenciando radiação contra Ghouls e Deathclaws. Warzone traz High Octane (círculos acelerados) e Power Armor Royale em Verdansk irradiado, com séries de vitórias desbloqueando camos como Neon Pulse.

Temporada 1: Passe de Batalha e Crossover

O Passe de Batalha da Temporada 1 é generoso, com mais de 100 itens distribuídos em 50 tiers no track gratuito e premium, liberando armas grátis como a Kogot-7 (uma SMG de fogo rápido com mobilidade insana) e a Maddox RFB (rifle de assalto versátil com dano consistente em qualquer alcance). O track premium, acessível por 1100 CP, traz blueprints exclusivos como o “Neon Pulse” para ARs e operadores temáticos, enquanto o BlackCell – a versão top de linha – inclui 20 skips de tier, projetos dourados instantâneos e cosméticos ultra-raros como o traje completo de Power Armor. É um modelo que recompensa o grind diário sem forçar gastos extras, mantendo o equilíbrio entre free-to-play e invested players.

Vale destacar a edição Cofre (Vault Edition), que nós jogamos e recomendamos fortemente para fãs dedicados: além do jogo completo, ela traz o BlackCell da Temporada 1 inteiro, pacotes de operadores premium como o Shadowsmith inicial, 5.000 CP bônus e acesso antecipado a conteúdos futuros, como mapas exclusivos de Zumbis. Por um valor a mais justificado, é o pacote ideal para quem planeja mergulhar fundo nas temporadas, oferecendo ROI imediato com itens que elevam o status nos lobbies desde o dia um.

O grande hype fica por conta do crossover com Fallout, que já noticiamos em detalhes aqui no Internerdz – trazendo operadores icônicos como o Vault Boy e Maximus, o mapa Vault Town (uma Nuketown irradiada com toques pós-apocalípticos) e eventos como Quantum Exchange para farmar recompensas épicas via missões temáticas. Com Ghouls, Deathclaws e Power Armor integrados ao multiplayer e Zumbis, promete refrescar a rotação de conteúdos de forma explosiva. Como fizemos análises aprofundadas das temporadas de Black Ops 6, traremos aqui no site breakdowns semanais da Temporada 1 de Black Ops 7, cobrindo metas, Easter Eggs e balanceamentos.

Vale a pena?

Sim, para quem prioriza multiplayer e Zumbis – esses modos justificam o investimento, especialmente com Game Pass ou em promoção. Pule a campanha se busca narrativa; foque no online para uma experiência sólida e em constante evolução.

Nós jogamos a versão Cofre desde o lançamento e confirmamos: ela vale cada centavo extra pelo BlackCell da Temporada 1 e todo o conteúdo adicional, acelerando o progresso e desbloqueando cosméticos que brilham nos modos online.

Nota: 8.0

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