A 4ª Temporada de Overwatch chegou em 11 de agosto de 2026 e a gente entrou nela no primeiro dia, como tem sido o costume por aqui. O arco do Reinado da Talon segue em frente e desta vez o palco é Busan: a cidade que o Escuadrón MEKA defende há anos agora aparece marcada pela ofensiva dos Junkers e pela infiltração da Talon. Não é só um tema bonito de trailer. Depois de algumas semanas de ranked, Partida Rápida e evento, dá para sentir o peso dessa escolha narrativa no mapa, nas skins e principalmente no novo tanque.
O nome oficial da temporada, Heróis de Busan, acerta o tom. A Blizzard finalmente colocou no roster uma personagem que a comunidade pedia desde o curta Shooting Star, de 2018. Junto com D.Mon vieram o rework de três mapas, a reforma mais importante do Passe de Batalha em anos, o evento Shooting Star: Minha MEKAmania, o novo ranque Esmeralda, o reset competitivo e uma loja cheia de coleções temáticas. O volume de conteúdo é alto. O desafio, como sempre, é separar o que realmente muda a experiência do que é só vitrine.
Nós testamos bastante o kit da nova heroína, completamos boa parte do passe, compramos e usamos os pacotes extras e voltamos várias vezes aos mapas refeitos. A impressão geral é de uma temporada sólida, com um pico claro no herói novo e no visual cyber da temporada. Tem preço alto em alguns bundles e o meta de tanque ainda está se acomodando, mas o saldo até aqui é positivo.
D.Mon: a líder do Escuadrón MEKA finalmente jogável
D.Mon é Yuna Lee, ex-jogadora profissional e atual líder do Escuadrón MEKA. Ela pilota o mecha Beast e entra como o 53º herói do jogo, o 15º tanque e o segundo piloto MEKA jogável depois da D.Va. A comparação era inevitável, e a Blizzard trabalhou de propósito para que ela não fosse “D.Va 2.0”. O resultado funciona. Enquanto a D.Va continua sendo a piloto de dive, agressiva e instantânea, D.Mon é o tanque de linha de frente: sabre de plasma no curto alcance, barreira frontal de energia e uma postura de líder de esquadrão. A personalidade bate com isso. Ela é fria, precisa e fala pouco. Não precisa gritar para comandar.
No campo, o kit mistura Reinhardt com mobilidade horizontal. O Sabre de Plasma corta em arco e cobra posicionamento. A Barreira de Energia segura o avanço e ainda permite um avanço com o sabre enquanto está ativa. Os Propulsores gastam combustível e exigem gerenciamento, o que impede o jogador de sair dashando sem pensar. O Repetidor de Fusão dá um pouco de pressão à distância quando o time precisa recuar ou quando o flanco ficou aberto demais. A ultimate, Quebra de Limite, é o momento em que o time inteiro empurra: um corte amplo, overhealth e um debuff que aumenta o dano recebido pelos inimigos atingidos. Depois de dezenas de partidas, a gente sentiu que ela brilha em composições de rush e em mapas com corredores médios. Verticalidade pura ainda é o ponto fraco. Pharah, Echo e alguns ângulos de Busan cobram caro se o time não cobre o céu.
Dois detalhes fizeram a gente gostar dela de verdade. O primeiro é o ejetar do mecha, no mesmo espírito da D.Va, sem transformar a heroína em uma cópia. O segundo é o trabalho de lore no evento Minha MEKAmania. Ver a sala dela no rework de Busan, a coleção de armas, os pelúcias e o hangar de upgrade fecha um ciclo que começou anos atrás. LilyPichu na dublagem original também ajudou: a voz tem o tom certo de quem já viu muita coisa e ainda assim entra na briga. D.Mon não é o herói mais fácil da temporada, mas é um dos mais satisfatórios quando o time entende o timing da barreira e da ultimate.
Mapas refeitos, ranked e o calendário da temporada
Busan, Paraíso e Eichenwalde receberam reworks visuais e de fluxo. Busan é o mais importante. A cidade agora carrega as marcas do ataque: ruas danificadas, destroços, grafites novos, reparos do MEKA e até a possibilidade de entrar no quarto da D.Mon. Jogamos várias partidas ali e a imersão subiu. Não é um mapa novo, mas parece outro depois de tanto tempo vendo a versão antiga. Paraíso e Eichenwalde também ganharam ajustes de rota e leitura, o suficiente para quebrar o automático de quem já decorava cada canto.
No competitivo, a temporada trouxe reset de ranque, o novo patamar Esmeralda e, mais à frente, o fim de semana de Team Drives, em que o grupo vencedor permanece junto na fila seguinte. Também está rolando o Cheer Rally da Overwatch World Cup, de 1º a 14 de setembro, com recompensas por conferência. O evento de estreia, Minha MEKAmania, durou até 31 de agosto e funcionou bem: cada piloto tinha um passe próprio, desafios, votação de popularidade e um track extra para quem completava todos. Foi uma forma inteligente de apresentar o esquadrão inteiro sem transformar o patch em um tutorial longo.
O balanceamento de lançamento mexeu em vários nomes. Domina, Genji e Wuyang saíram ganhando; Mizuki e Shion sentiram o nerf. Lifeweaver teve mudança relevante no puxão. Alguns perks pouco usados foram trocados. Como sempre, as primeiras duas semanas tiveram um pouco de caos no tanque, mas o jogo já está mais estável agora, no começo de setembro.
O Passe de Batalha renovado e os melhores itens
A reforma do passe é, depois da D.Mon, o que mais muda o dia a dia de quem joga com frequência. Em vez de uma trilha rígida, o jogador completa um trecho introdutório e escolhe qual skin lendária quer perseguir primeiro. Quem tem o passe premium ainda ganha um Hack de Nível por temporada, que troca uma lendária elegível por outra do pool da temporada. Nesta leva o pool trouxe de volta Ashe Raijin, Rainha Junker Chefona, Reinhardt de Papelão, Lifeweaver Sakura e Wrecking Ball Crustáceo. Faz diferença. Pela primeira vez em muito tempo a gente não ficou preso a uma ordem que não combinava com os heróis que realmente usa.
O tema visual é cyber, moda futurista e estética MEKA. No passe premium entram Moira Elegância Cibernética, Brigitte Campeã Cibernética, Cassidy Vaqueiro Cibernético, D.Va Mecânica Cibernética e Pharah Rapaz Cibernética. As épicas e os itens menores acompanham o mesmo clima de neon, circuito e oficina. Os Prismas Míticos, até 80 no passe completo, servem para a skin mítica Carpa da Dualidade do Genji ou para a arma mítica Cristal Eterno da Sojourn. Nós consideramos a D.Va Mecânica Cibernética e a Pharah Rapaz Cibernética os pontos altos da trilha comum: a primeira conversa direto com o tema da temporada, a segunda tem silhueta forte e efeitos limpos.
O passe gratuito continua entregando moedas, créditos, caixas e algumas cosmética úteis, o suficiente para quem não quer gastar. O valor do premium se justifica se você joga com regularidade. A interface nova também ajuda a acompanhar o progresso sem aquela sensação de lista infinita e pouco clara das temporadas antigas.
Pacote Inicial da Temporada 4
O Pacote Inicial desta temporada segue a fórmula que a gente já conhece: mil Moedas Overwatch e uma skin épica para começar o ciclo sem pagar o passe inteiro de uma vez. A skin da vez é a Mizuki Garça Azul. É um visual elegante, com paleta fria, linhas do kimono reimaginadas e um recorte de ave que combina com a identidade da heroína sem gritar “item de promoção”.
Nós usamos a Garça Azul em várias partidas de suporte e ela se segura bem. Não tem o impacto de uma lendária, mas o acabamento está acima da média dos starters antigos. As mil moedas resolvem o dilema clássico de quem quer o passe premium sem quebrar o banco no primeiro fim de semana. Para quem está voltando agora ou não pretende comprar bundle grande, este é o caminho mais honesto.
O ponto fraco continua sendo o mesmo de sempre: se você já tem moedas guardadas, o pacote perde urgência. Ainda assim, entre os starters de 2026, este ficou no grupo dos mais bonitos. Mizuki agradece o cuidado no tecido e na pose.
Passe de Batalha Ultimate
O Passe Ultimate é o pacote pesado da temporada. Além do passe premium e de 20 saltos de nível, ele entrega duas mil Moedas Overwatch e duas skins lendárias exclusivas: D.Mon Demônio Divino e Rainha Junker Metalcore. A D.Mon Demônio Divino é o item que mais conversa com o lançamento do herói. A armadura vermelha e preta, os efeitos de chama no sabre e o tratamento diferente no chassi do Beast fazem ela parecer uma versão ritualística da líder do MEKA, não só uma recoloração.
A Rainha Junker Metalcore vai para o outro extremo: spikes, textura de couro batido, visual de palco pesado. Combina com a personagem e destoa de propósito do neon limpo do resto do passe. Nós rodamos as duas no competitivo e no casual. A da D.Mon é a que mais usamos, até porque ainda estamos no honeymoon do herói novo. A da Rainha Junker aparece mais quando o time pede um tanque barulhento e a gente quer variar.
Vale o investimento se você já ia comprar o passe e queria a D.Mon “de lançamento” com visual forte. Se o objetivo é só subir nível, o combo passe + saltos isolado sai mais barato. O Ultimate brilha mesmo para quem coleciona a skin do herói da temporada no dia um.
Arma Mítica Cristal Eterno da Sojourn
A arma mítica da temporada é o Visual de Arma Mítico Cristal Eterno da Sojourn. O railgun ganha um tratamento de joia: cristal, metal dourado e um brilho que muda conforme os níveis de customização. No último estágio, os abates ganham um efeito de quebra cristalina que atravessa o modelo do inimigo. Em partida, a arma chama atenção sem poluir a mira.
Nós testamos a versão completa no pacote que já vem com os upgrades e os 20 saltos de passe. Para quem maina Sojourn, é um dos míticos de arma mais bonitos dos últimos ciclos. O tiro carregado ganha uma leitura visual clara, e o cristal não vira um bloco genérico de “efeito mágico”. O ponto de atenção é o custo em Prismas se você também quiser a Carpa da Dualidade do Genji. Dá para escolher só uma com o que o passe entrega. A gente ficou com a Sojourn nesta temporada e não se arrependeu.
Quem não joga Sojourn com frequência pode deixar o bundle passar. A arma é específica. Quando acerta o herói certo, porém, ela vira item de identity, daqueles que você reconhece do outro lado do mapa.
Pacote Jovens Deuses
A coleção Jovens Deuses recoloca cinco heróis como divindades reencarnadas em visual contemporâneo: Kiriko Izanami, Jetpack Cat Sekhmet, Wuyang Nezha, Freja Ártemis e Doomfist Shango. O conceito podia ter descambado para fantasia genérica. Não descambou. Cada skin mistura referência mitológica com corte de roupa atual e efeitos de energia bem resolvidos.
A Kiriko Izanami foi a que mais ficou no nosso rotation. O suzu, as ofudas e o recorte da deusa das sombras japonesa ficaram elegantes, sem perder a leitura rápida em fight. O Doomfist Shango surpreendeu pelo volume: barba, presença e um tratamento de trovão que combina com o kit dele melhor do que muita skin “séria” antiga. A Freja Ártemis tem um arco bonito e uma silhueta de caçadora que funciona em mapa aberto. Jetpack Cat Sekhmet e Wuyang Nezha completam o pacote com personalidade; a gata-deusa egípcia, em especial, tem um charme que a gente não esperava gostar tanto.
Compramos o bundle e usamos as cinco. Se fosse para indicar só uma avulsa, iríamos de Kiriko ou Doomfist. O pacote inteiro faz sentido para quem gosta de pelo menos três desses heróis. O tema segura o conjunto melhor do que várias coleções “mitológicas” de temporadas passadas.
Pacote Fleece e Presas
Fleece e Presas trabalha o contraste entre o visual macio e o visual que morde. De um lado, Juno, Mei e Hanzo no recorte Fancy Fleece: lã, caimento elegante, pose controlada. Do outro, Reaper, Vendetta e Mercy no Fancy Fangs: dentes, confiança, um pouco de ameaça estilizada. A proposta é simples e funciona porque a direção de arte não misturou os dois grupos no mesmo personagem.
O Hanzo Fleece foi o nosso favorito do lado suave. O recorte de carneiro, o arco e o tecido pesado dão uma leitura nova para um herói que já teve muita skin de fantasia oriental. No lado afiado, o Reaper Fangs e a Mercy Fangs dividem o protagonismo. A Mercy, principalmente, acerta um território que o herói quase nunca visita: menos anjo de vitrine, mais presença perigosa, sem perder a silhueta clássica do cajado.
Usamos o pacote o bastante para dizer que ele rende mais no desfile de destaque e na Partida Rápida do que como “skin séria de ranked”, e tudo bem. Nem toda coleção precisa parecer uniforme de time. Fleece e Presas é a temporada se permitindo um pouco de moda e humor visual. Entre as duas coleções da loja, Jovens Deuses tem mais peso temático; esta aqui tem mais variedade de mood.
Opinião final sobre a temporada
Depois de quase um mês jogando, Heróis de Busan se firmou como uma temporada de consolidação com um herói de verdade no centro. D.Mon entrega fantasia de tanque corpo a corpo que o elenco pedia, Busan ganhou cara nova e o passe finalmente deixou de ser uma esteira única. Os pacotes extras estão caros, como sempre, mas pelo menos desta vez cada um tem identidade própria em vez de parecer lote aleatório da loja.
Nem tudo acertou de primeira. O meta de tanque oscilou, alguns preços continuam salgados e quem quer todos os míticos precisa escolher. Mesmo assim, o conjunto está acima da média de 2026 até agora. Recomendamos o passe para quem joga com frequência, a D.Mon para qualquer um que goste de tanque de frente, e os bundles só se o herói da skin já estiver na sua lista curta.
A temporada ainda tem Team Drives, o restante do Cheer Rally, a colaboração com LE SSERAFIM por volta da BlizzCon e os Passes Descobertos no meio do ciclo. Tem chão pela frente. Por enquanto, Busan vale a defesa.






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